
O Vasco não fez uma boa estreia no Campeonato Carioca, empate por 1×1 com o Boavista, sábado a noite, em São Januário. O resultado só fez aumentar a desconfiança da torcida cruzmaltina sobre a equipe, que deixou o gramada sob forte vaia. Ciente das dificuldades de convencer o exigente torcedor vascaíno, a diretoria pede calma.
“A relação com o torcedor é difícil, porque ele carrega consigo essa questão do ano de 2013. Todos nós gostaríamos, mas, infelizmente, isso não se apaga da memória. Mas é importante que ele tenha consciência de que todos aqui – diretoria, comissão técnica e atletas –, estão trabalhando muito pra recolocar o Vasco no patamar de destaque que sempre esteve. Não podemos afugentar nossos jogadores”, disse o diretor executivo de futebol do clube, Rodrigo Caetano. Sem atuar em São Januário desde setembro do ano passado, devido a punição imposta pela Justiça Desportiva, assim como reformas no estádio e até por opção da diretoria, o diretor executivo Rodrigo Caetano traça metas e quer fazer da Colina o local adequado para redenção do time:
“Temos de saber que um dos maiores aliados do Vasco, talvez, aqui no Rio de Janeiro, é São Januário, que é o único estádio próprio. Se não tivermos em São Januário o nosso diferencial a favor, fica difícil. As dificuldades para se montar uma equipe são grandes. Para você convencer, muitas vezes, o jogador a vir, pelos problemas que todos sabem, é difícil. Se nós adicionarmos mais esse problema de animosidade, de insegurança, que os atletas levam a campo, fica mais difícil ainda”, analisou Caetano. Em busca da primeira vitória no Estadual do Rio, o Vasco voltará a campo na próxima quarta-feira, contra o Macaé.
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