O clássico entre Flamengo e Vasco pela oitava rodada do Carioca, que os rubro-negros venceram por 2 a 1, rendeu muita polêmica envolvendo a arbitragem, com a não validação de um gol do vascaíno Douglas, em lance em que a bola ultrapassou a linha. No intervalo da partida, o goleiro Felipe, do Fla, questionou a competência dos árbitros adicionais, que ficam posicionados sobre a linha de fundo, ao lado da meta. Em entrevista ao programa “Arena SporTV”, o presidente da Comissão de Arbitragem do Rio, Jorge Rabello, reagiu à declaração do arqueiro flamenguista, classificando-a como “descabida”
– Com todo respeito à opinião do Felipe, não podemos conferir credibilidade a este tipo de declaração. O jogador de futebol é o único que participa de um esporte coletivo e desconhece a regra. Uma declaração dessa é típica de quem desconhece a regra. Porque quem teve a preocupação de ler a circular da Fifa vai ver que o árbitro adicional está proibido de fazer qualquer gestual. Mas os árbitros se falam constantemente. Muitas decisões são tomadas em função dessa comunicação. E um goleiro ou um jogador que está preocupado com a sua atividade dentro do campo e que jamais vai poder observar se os árbitros têm participação efetiva ou não – afirmou Rabello.
O presidente da comissão de arbitragem do Rio reconheceu a falha do auxiliar de linha Rodrigo Castanheira ao não alertar o árbitro Eduardo Guimarães de que a bola chutada por Douglas havia ultrapassado a linha. No entanto, Rabello descartou qualquer punição no caso e citou que o Rio de Janeiro utiliza árbitro adicional há oito anos, com bons resultados, em sua opinião.
– São oito anos de utilização sem nenhum questionamento e com um acervo de mais de uma centena de lances com participação (do árbitro adicional). Há muito tempo no Rio de Janeiro não se discute pênalti ou não pênalti, agarra-agarra, simulação, jogador se jogando dentro da área em função da figura do árbitro adicional. É uma declaração totalmente desacabida – disse.
0 Comentários