Jayme de Almeida: Sem essa de pouparPoupados na quarta-feira, os titulares do Flamengo voltam a campo neste sábado, contra o Resende, em Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca. Quatro dias depois, eles jogarão novamente, pela Libertadores, contra o equatoriano Emelec, no Maracanã. A sequência indica uma nova filosofia do clube para a continuação da temporada. O técnico Jayme de Almeida não deve mais utilizar um time inteiro de reservas como vinha fazendo neste início de estadual. Na visão do comandante, a equipe principal será mantida para adquirir ritmo e só não atuou contra o Madureira por ter disputado três partidas seguidas após uma longa e desgastante viagem ao México.

– Tem que jogar e vencer. Demos um repouso por causa da viagem e dos três jogos seguidos. Se vencermos, o Flamengo se aproxima da semifinal e na quarta vai enfrentar o Emelec. Acabou esse negócio. Todo mundo precisa entrar no ritmo. Posso tirar um ou outro por cansaço, mas não dá para ficar trocando todo mundo toda hora – comentou Jayme.

Os jogadores já demonstraram também essa disposição para entrar em campo. Segundo o goleiro Felipe, antes do duelo com o Vasco, eles foram questionados sobre a possibilidade de jogar o clássico. A resposta de todos foi positiva.

– Teve esse descanso e ninguém pode reclamar que está cansado. Tivemos uma surpresa agradável quando perguntaram quem queria jogar contra o Vasco depois da volta do México. Todo mundo pediu para jogar. Vimos ali que poderíamos vencer o jogo com aquele espírito. É sempre bom jogar para retomar mais a confiança, que estava um pouco abalada – disse Felipe.

Jayme fez questão de dar importância ao Campeonato Carioca. Ele lembrou a disputa pela hegemonia da competição. No momento, o Flamengo tem 32 títulos contra 31 do Fluminense. Os dois times lideram a Taça Guanabara.

– Não vi nenhum jogo fácil para o Flamengo. Os times de médio porte estão com uma estrutura melhor, bem treinados e estão dificultando bastante os jogos. Por isso, valorizo muito o trabalho aqui. Sabemos que devemos ganhar sempre. Não tem esse negócio de esquecer o Carioca. A pressão é grande e tem a luta pela liderança de títulos na história – afirmou Jayme.

Globo Esporte