Vasco dá vexame e perde para a Cabofriense em São Januário

Vasco dá vexame e perde para a Cabofriense em São JanuárioO Vasco poderia ter continuado sem preocupação na zona de classificação do Campeonato Carioca com um mero empate em São Januário diante da Cabofriense. Mas não conseguiu. De virada, o time da Região dos Lagos venceu por 2 a 1, se firmou na terceira colocação e deixou para o rival a obrigação de vencer na próxima rodada, na quinta-feira, contra o Madureira em Conselheiro Galvão, já que Nova Iguaçu e Botafogo passaram a ameaçar o posto cruz-maltino no G-4. A Cabofriense, por sua vez, pegará o Fluminense em Macaé, na quarta-feira, em igualdade de pontos (22). Se vencer, assumirá a vice-liderança da competição. O jogo teve cinco bolas na trave, sendo três dos anfitriões.

O técnico Adilson Batista teve dois problemas para a partida: o zagueiro Rodrigo, ainda com dores na coxa esquerda, resultado da pancada no clássico contra o Flamengo, foi substituído por Jomar. Na frente, Everton Costa, também lesionado, deu lugar a Montoya. No time da Região dos Lagos, a dúvida de Alexandre Barroso era o goleiro Jefferson, que se machucou contra o Bonsucesso. Luis Cetin foi confirmado em seu lugar – e teve boa atuação.

O JOGO

O jogo começou truncado, com ambas as equipes procurando não dar espaço e dificultar a troca de passes. Logo aos dois minutos, o Vasco conseguiu furar o bloqueio e Douglas acertou a trave, após cruzamento de Diego Renan. Pouco depois, em contra-ataque, a zaga da Cabofriense impediu a conclusão da tabela entre Montoya e Edmílson, que sobraria livre na área. O Vasco parecia dominar as ações nos primeiros minutos, mas o troco veio com Fabrício Carvalho. Ele bateu para boa defesa de Martín Silva, que espalmou para a linha de fundo. Na sequência, após cobrança de escanteio, o mesmo atacante finalizou de cabeça, na trave, no lance de maior perigo até então.

O Vasco teve nova boa oportunidade aos 15 minutos. Jomar, que substituiu Rodrigo, tentou de cabeça para grande defesa de Cetin. Na tentativa também de cabeça de Edmílson, o goleiro reserva da Cabofriense nada pôde fazer: 1 a 0. Mas não deu nem tempo de a torcida comemorar. Menos de dois minutos depois, Fabrício Carvalho ajeitou para Pará bater de fora da área com precisão e empatar a partida em São Januário.

O Vasco teve nova grande chance com Fellipe Bastos, em cobrança de falta da intermediária, novamente parando na trave de Cetin. Aos 26, porém, as balizas não impediram a virada da Cabofriense. Em cochilo da zaga, Fabrício Carvalho recebeu livre na frente e completou em chute cruzado, sem chance para Martín Silva: 2 a 1. Fellipe Bastos e Edmílson ainda fizeram Cetin trabalhar e, nos minutos finais, o ritmo diminuiu. O lance mais polêmico da partida aconteceu aos 44 minutos: Fabrício Carvalho recebeu livre no ataque e foi derrubado por Jomar. Último homem antes do goleiro Martín Silva, o zagueiro recebeu somente o cartão amarelo.

No intervalo, Adílson Batista trocou o volante Aranda pelo atacante William Barbio, tentando lançar o Vasco à frente. A Cabofriense voltou sem mudanças. Logo aos três minutos, o time da casa teve chance em belo passe de calcanhar de Douglas. Pará ficou imóvel e Diego Renan recebeu livre na esquerda. Cruzou rasteiro mas Edmílson não alcançou. Mais ofensivo, o Vasco trocava passes no ataque, mas criava pouco. A Cabofriense apostava em chutões e sobras para tentar surpreender. A chance do empate veio aos 11 minutos, com Montoya, que bateu para fora.

O técnico do Vasco chamou então Bernardo no lugar de Douglas, cansado, mandando o time de vez ao ataque, já que no segundo tempo a Cabofriense pouco, ou nada, ameaçava. Em uma das poucas tentativas de contra-ataque dos rivais, Luan acabou recebendo cartão amarelo e está fora da partida contra o Madureira. Batista fez então a terceira alteração, sacando Montoya para a entrada de Thalles.

Até os 30 minutos, apesar de um claro domínio do Vasco na etapa, foram poucas as chances, com a Cabofriense toda no campo de defesa se dedicando quase exclusivamente a impedir o empate. Aos 32, Luan, de cabeça, também mandou na trave. Foi a terceira bola vascaína que parou na baliza. Três minutos depois, a trave que antes prejudicou, ajudou. Martín Silva saiu muito mal a bola e Keninha, por cobertura, mandou no travessão. Aos 40, falta perigosa para o Vasco na entrada da área, mas Bernardo bateu para fora. Cada vez mais fechada, a Cabofriense pouco atravessava a linha do meio de campo e conseguiu, dessa forma, manter o resultado que lhe dá a chance de tentar tomar do Fluminense a vice-liderança do Campeonato Carioca.

Fonte: GloboEsporte.com (texto)

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